Coronavirus
“Em 2012, numa epidemia local, no oriente médio, a taxa de mortalidade foi de 35%. Desta vez, a taxa de mortalidade está em 2%, é muito mais baixa”, comenta o infectologista Robson Reis, coordenador médico das Unidades de Internação, presidente da Comissão de Farmácia e Terapêutica e Gestor do Time Sepse do Hospital Aliança.
No mundo, até esta quarta-feira, 29, mais de 6 mil notificações do vírus foram realizadas em 17 países, com a confirmação de 132 mortes na China, onde o surto começou.
Na família do coronavírus existem alguns tipos diferentes, que causam diferentes quadros clínicos. “Esse vírus tem subtipos mais leves, que causam resfriados, e outros dois subtipos mais graves, que podem causar infecções do trato respiratório, como uma pneumonia”, explica a infectologista Clarissa Cerqueira Ramos, do Hospital Cardio Pulmonar.
Para os especialistas, no momento, não há razão para pânico ou para circular com máscaras pela cidade. “Ainda não há nenhum caso confirmado, o vírus não está circulando ainda na Bahia, não há razão para andar de máscaras agora. Quem precisa usar máscaras são pacientes que estão em tratamentos que baixam a imunidade”, explica Reis.
“O risco principal é para as pessoas com comorbidades, que já tem uma saúde fragilizada”, completa o especialista do Hospital Aliança, citando como exemplo as pessoas com diabetes e pressão alta.
O secretário municipal de Saúde, Léo Prates, disse nesta quarta, 29, que haverá uma reunião com técnicos de saúde do município e do estado para que, em caso de necessidade, os profissionais saibam atuar na contenção do vírus. “A gente espera que não chegue aqui, mas temos que estar preparados, é uma obrigação do poder público”, afirma Prates.
Ainda segundo o secretário, é preciso ter calma e evitar gerar pânico na população. “Estamos trabalhando com o protocolo conforme a OMS está fazendo. Estamos atentos às ações feitas na China, porque como lá houve essa convivência primeiro com o vírus, é bom aprendermos o que eles estão fazendo de certo e o que estão fazendo de errado”, acrescenta.
O prefeito ACM Neto também reforça que a administração municipal acompanha as orientações do Ministério da Saúde e do Governo Federal, “mantendo o diálogo e monitorando como tem que ser monitorada todas as áreas e dialogando com o governo do estado e, evidentemente, tendo atenção máxima para qualquer risco que haja do vírus chegar na nossa cidade", completa o prefeito.
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