domingo, 22 de novembro de 2020

Imunoterapia para Câncer de Mama - Instituto Oncoguia

Imunoterapia para Câncer de Mama - Instituto Oncoguia: A imunoterapia usa medicamentos que estimulam o sistema imunológico a destruir as células cancerígenas de forma eficaz. Saiba mais!

É um tipo de terapia sistêmica que usa medicamentos que estimulam o sistema imunológico a destruir as células cancerígenas de forma eficaz.

Inibidores do controle imunológico

Uma parte importante do sistema imunológico consiste de sua capacidade de atacar células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa pontos de verificação - proteínas nas células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desativadas) para iniciar uma resposta imunológica. Às vezes, as células cancerígenas no câncer de mama usam esses pontos de controle para evitar o ataque do sistema imunológico. Os medicamentos imunoterápicos que têm como alvo esses pontos de controle, restauram a resposta imunológica contra as células do câncer de mama.

Inibidores de PD-L1

O atezolizumabe tem como alvo a PD-L1, uma proteína encontrada em algumas células tumorais e imunológicas. Bloquear essa proteína ajuda a aumentar a resposta imunológica contra as células do câncer de mama. Isso pode reduzir ou retardar o crescimento de alguns tumores.

O atezolizumabe pode ser administrado junto com abraxane em pacientes com câncer de mama avançado triplo negativo cujo tumor produz PD-L1. Podendo ser usado como primeira opção terapêutica em algumas pacientes.

O atezolizumabe é administrado por infusão intravenosa, a cada 2 semanas.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais do atezolizumabe podem incluir fadiga, tosse, náuseas, perda de apetite, constipação e diarreia.

Outros efeitos colaterais mais sérios podem ocorrer com menos frequência, às vezes, o sistema imunológico pode atacar outras partes do corpo, provocando efeitos importantes em órgãos como pulmões, intestinos, fígado, glândulas produtoras de hormônios ou rins.

Por essa razão é importante entrar em contato com seu médico se observar qualquer novo efeito colateral. Se ocorrerem efeitos colaterais sérios, pode ser necessário interromper o tratamento e o paciente receber altas doses de corticosteroides para suprimir o sistema imunológico.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Imunoterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 18/09/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.

 

Cirurgia para Câncer de Mama

A maioria das mulheres com câncer de mama fará algum tipo de cirurgia como parte de seu tratamento e dependendo da condição terá diferentes indicações. Por exemplo, a cirurgia pode ser realizada para:

  • Remover o máximo possível do tumor.
  • Diagnosticar se a doença se disseminou para os linfonodos axilares.
  • Reconstruir a mama após a cirurgia de remoção do tumor.
  • Aliviar os sintomas do câncer de mama avançado.

Tipos de cirurgia

Existem dois tipos principais tipos de cirurgia para o câncer de mama:

  • Cirurgia conservadora da mama. Também chamada de lumpectomia, quadrantectomia, mastectomia parcial ou mastectomia segmentar, consiste na retirada do segmento ou setor da mama que contém o tumor. O objetivo é retirar o tumor junto com algum tecido normal adjacente como margem de segurança. O quanto da mama é removida depende do tamanho e localização do tumor e de outros fatores.
     
  • Mastectomia. Nesse procedimento toda a mama é retirada, incluindo todo o tecido mamário e às vezes outros tecidos próximos. Existem vários tipos diferentes de mastectomias. Algumas mulheres também podem fazer uma mastectomia dupla, que consiste na remoção das duas mamas.

Definindo o tipo de cirurgia

Muitas mulheres com câncer de mama estágio inicial podem escolher entre cirurgia conservadora da mama e mastectomia. A principal vantagem da cirurgia conservadora é que mantém a maior parte da mama. Mas, na maioria dos casos, será necessário fazer radioterapia. As mulheres submetidas a mastectomia para câncer em estágio inicial nem sempre têm indicação de radioterapia.

Para algumas mulheres a mastectomia pode ser uma opção melhor, devido ao tipo de câncer, tamanho do tumor, histórico de tratamento prévio ou alguns outros fatores.

Algumas mulheres podem ficar preocupadas ao pensar que uma cirurgia menos extensa possa aumentar o risco da recidiva da doença. No entanto, estudos com mais de 20 anos de acompanhamento de pacientes mostram que, quando a cirurgia conservadora é realizada seguida de radioterapia, a taxa de sobrevida é a mesma que uma mastectomia em pacientes candidatas a ambos os tipos de cirurgia.

Cirurgia dos linfonodos

Para saber se o câncer de mama se disseminou para os linfonodos axilares, um ou mais gânglios são removidos e examinados sob um microscópio em laboratório. Esta é uma parte importante do estadiamento da doença. Os linfonodos podem ser removidos durante a cirurgia para retirar o tumor da mama ou num procedimento separado.

Os dois principais tipos de cirurgia para retirar os linfonodos são:

  • Biópsia do linfonodo sentinela. A disseminação da doença para os linfonodos segue um trajeto onde necessariamente há um primeiro gânglio pelo qual as células malignas devem passar. Neste procedimento, o cirurgião remove apenas o linfonodo que contém o câncer. A remoção de apenas um ou alguns linfonodos reduz o risco de efeitos colaterais da cirurgia, como o linfedema.
     
  • Dissecção axilar dos linfonodos. Neste procedimento, o cirurgião retira alguns linfonodos axilares (geralmente menos de 20). Atualmente, a dissecção não é realizada com tanta frequência, mas ainda pode ser a melhor forma de se observar os linfonodos em algumas situações.

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Cirurgia para Câncer de Mama

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 25/07/2020


A maioria das mulheres com câncer de mama fará algum tipo de cirurgia como parte de seu tratamento e dependendo da condição terá diferentes indicações. Por exemplo, a cirurgia pode ser realizada para:

  • Remover o máximo possível do tumor.
  • Diagnosticar se a doença se disseminou para os linfonodos axilares.
  • Reconstruir a mama após a cirurgia de remoção do tumor.
  • Aliviar os sintomas do câncer de mama avançado.

Tipos de cirurgia

Existem dois tipos principais tipos de cirurgia para o câncer de mama:

  • Cirurgia conservadora da mama. Também chamada de lumpectomia, quadrantectomia, mastectomia parcial ou mastectomia segmentar, consiste na retirada do segmento ou setor da mama que contém o tumor. O objetivo é retirar o tumor junto com algum tecido normal adjacente como margem de segurança. O quanto da mama é removida depende do tamanho e localização do tumor e de outros fatores.
     
  • Mastectomia. Nesse procedimento toda a mama é retirada, incluindo todo o tecido mamário e às vezes outros tecidos próximos. Existem vários tipos diferentes de mastectomias. Algumas mulheres também podem fazer uma mastectomia dupla, que consiste na remoção das duas mamas.

Definindo o tipo de cirurgia

Muitas mulheres com câncer de mama estágio inicial podem escolher entre cirurgia conservadora da mama e mastectomia. A principal vantagem da cirurgia conservadora é que mantém a maior parte da mama. Mas, na maioria dos casos, será necessário fazer radioterapia. As mulheres submetidas a mastectomia para câncer em estágio inicial nem sempre têm indicação de radioterapia.

Para algumas mulheres a mastectomia pode ser uma opção melhor, devido ao tipo de câncer, tamanho do tumor, histórico de tratamento prévio ou alguns outros fatores.

Algumas mulheres podem ficar preocupadas ao pensar que uma cirurgia menos extensa possa aumentar o risco da recidiva da doença. No entanto, estudos com mais de 20 anos de acompanhamento de pacientes mostram que, quando a cirurgia conservadora é realizada seguida de radioterapia, a taxa de sobrevida é a mesma que uma mastectomia em pacientes candidatas a ambos os tipos de cirurgia.

Cirurgia dos linfonodos

Para saber se o câncer de mama se disseminou para os linfonodos axilares, um ou mais gânglios são removidos e examinados sob um microscópio em laboratório. Esta é uma parte importante do estadiamento da doença. Os linfonodos podem ser removidos durante a cirurgia para retirar o tumor da mama ou num procedimento separado.

Os dois principais tipos de cirurgia para retirar os linfonodos são:

  • Biópsia do linfonodo sentinela. A disseminação da doença para os linfonodos segue um trajeto onde necessariamente há um primeiro gânglio pelo qual as células malignas devem passar. Neste procedimento, o cirurgião remove apenas o linfonodo que contém o câncer. A remoção de apenas um ou alguns linfonodos reduz o risco de efeitos colaterais da cirurgia, como o linfedema.
     
  • Dissecção axilar dos linfonodos. Neste procedimento, o cirurgião retira alguns linfonodos axilares (geralmente menos de 20). Atualmente, a dissecção não é realizada com tanta frequência, mas ainda pode ser a melhor forma de se observar os linfonodos em algumas situações.

Reconstrução mamária

Quando se faz uma cirurgia, seja mastectomia, seja quadrantectomia, pode ser necessária uma cirurgia de reconstrução, para que a mama mantenha o aspecto estético mais próximo possível do desejado pela paciente.

Existem vários tipos de reconstrução mamária, embora as opções de cada paciente dependam de sua situação clínica e de suas preferências pessoais. Cada paciente pode escolher entre fazer a reconstrução mamária no momento da mastectomia (reconstrução imediata) ou num momento posterior (reconstrução tardia).

Se você está pensando em fazer a cirurgia de reconstrução, deve discutir com seu mastologista ou cirurgião plástico antes da mastectomia. Isso possibilitará que sua equipe médica planeje as melhores opções de tratamento para o seu caso, mesmo que você decida fazer a reconstrução mais tarde.

Cirurgia para câncer de mama avançado

Embora a cirurgia possa não ser uma opção curativa para o câncer de mama avançado, ainda pode ser útil em algumas situações, por exemplo:

  • Quando o tumor está provocando feridas abertas na mama.
  • Para tratar pequenas áreas de disseminação da doença, como metástases cerebrais.
  • Quando uma área de disseminação está pressionando a medula espinhal.
  • Quando o tumor está comprimindo o fígado.
  • Para aliviar a dor ou outros sintomas

Se o seu médico indicar a cirurgia para câncer de mama avançado, é importante que você entenda o objetivo, seja para tentar curar a doença, prevenir ou tratar os sintomas.