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Projeto voluntário oferece cadeira de rodas para pacientes da fila da
ABBR, no Rio
Tampinhas plásticas
são recolhidas e vendidas para a compra das cadeiras para adultos e crianças. Fila
de doação da ABBR chega a 300 cadeiras/mês. Saiba como doar tampinhas.
Por Edivaldo Dondossola, Bom Dia Rio
07/05/2019
10h52 Atualizado há 9 meses
G1
Projeto garante cadeiras de rodas
para pacientes da ABBR
Simples tampinhas de plástico podem se transformar em dinheiro. E esse
dinheiro pode ser revertido para a compra de cadeiras de rodas que serão doadas
para quem está na fila da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação
(ABBR) do Rio de Janeiro.
Foi com essa lógica que Márcia Dabul, de 57 anos, se juntou com Padre
Omar, responsável pela Paróquia São José da Lagoa, na Zona Sul, e decidiu
começar o projeto "Rodando com tampinhas", em 1º de janeiro deste
ano. E a paróquia se transformou no ponto principal de arrecadação de
tampinhas.
“Eu via a quantidade de tampinhas e os animais em risco. Ali, na Lagoa,
é um lugar tão bonito que a gente como cidadão tem obrigação de manter, né?”,
conta Márcia, como surgiu a ideia do projeto.
Com a divulgação boca a boca e em redes sociais, em cinco meses, foram
arrecadados 1.876 quilos de tampinhas. E até agora, o projeto já conseguiu
dinheiro suficiente para a comprar sete cadeiras de rodas, sendo cinco para
adultos, e duas para crianças.
“Mais do que nunca é importante o nosso olhar atento sempre às
necessidades do próximo e também a preocupação com o meio ambiente. É um
simples gesto que pode gerar um grande resultado para as pessoas necessitadas”,
destacou Padre Omar.
A fila da ABBR é de aproximadamente 300 pessoas precisando de cadeiras
de rodas por mês. A instituição só consegue doar 50 cadeiras/mês. A compra das
cadeiras é feita pela própria ABBR, que busca os melhores preços no mercado.
Mas como solidariedade atrai solidariedade, a corrente do bem foi se
formando e algumas pessoas decidiram ajudar também com dinheiro para a compra
das cadeiras. Com isso, o projeto conseguiu entregar mais quatro cadeiras de
adulto e cinco de criança.
“Representa para uma criança o jeito dela frequentar uma escola.
Representa para um adulto poder voltar a trabalhar, conseguir realizar algum
tipo de serviço, conseguir ir para o seu tratamento e voltar”, destacou a
assistente social da ABBR, Cristiane Barbosa.
Como houve uma grande corrente de ajuda em dinheiro, a ABBR abriu uma
conta específica para quem quiser doar. E Márcia administra a venda das
tampinhas para as empresas de reciclagem através do Instituto Soul Ambiental.
“Quando indústria vem aqui e faz a coleta, ela deposita diretamente na
conta do fabricante da cadeira, já está incluso o frete, né? Entrega
diretamente na paróquia e aí é feita doação para ABBR”, explicou o diretor
Rafael Borges, do Soul Ambiental.
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